Dinheiro · FGTS

Programa Classe Média do FGTS: renda até R$ 13.000 e imóvel até R$ 600.000 — e o que cabe em Indaiatuba

Atualizado em 16/10/2026 · fontes: Res. CCFGTS nº 1.116/2025 na redação da Res. nº 1.148, de 24/03/2026; IN MCID nº 17/2025; Portaria MCID nº 333, de 30/03/2026; página da CAIXA lida em 10/10/2026 · Fabio Correia, CRECI 303686-F

Resposta direta: o programa habitacional Classe Média do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) financia casa ou apartamento, novo, usado ou na planta. Vale para família com renda bruta mensal de até R$ 13.000,00 e imóvel de até R$ 600.000,00, segundo a Resolução CCFGTS nº 1.116/2025 na redação da Resolução nº 1.148, de 24/03/2026. Juros de até 10,00% ao ano (a CAIXA pratica 10%), prazo de até 35 anos, entrada de 20% na CAIXA e nenhum subsídio. A imprensa chama de "Faixa 4", mas a portaria das faixas do Minha Casa, Minha Vida só vai até a Faixa 3. Em Indaiatuba, 14 dos apartamentos que representamos cabem no teto: do Uni Residencial (R$ 279.990) ao Artemis Residencial (R$ 555.171, tabela GPCI de outubro/2026).

Apartamentos de Indaiatuba até R$ 600 mil, com preço aberto

1. O que é o programa Classe Média do FGTS (e por que chamam de "Faixa 4")

O nome oficial é "programa habitacional Classe Média". Ele foi criado pela Resolução nº 1.116, de 15/04/2025, do Conselho Curador do FGTS (CCFGTS, o colegiado que decide como o Fundo empresta o dinheiro dos trabalhadores), em vigor desde 16/04/2025. A CAIXA o apresenta como "Minha Casa, Minha Vida – Classe Média"; a imprensa apelidou de "Faixa 4".

O apelido não está na norma. A Portaria MCID nº 333, de 30/03/2026, do Ministério das Cidades, que define as faixas de renda do Minha Casa, Minha Vida (MCMV), cria só as Faixas Urbano 1, 2 e 3 e fixa o teto geral de renda urbana do programa em R$ 13.000. O Classe Média é um programa próprio do FGTS para "operações não enquadradas na área de Habitação Popular" (Resolução nº 1.116, art. 1º). É a porta de quem ganha mais do que a Faixa 3 admite, ou quer um imóvel mais caro do que ela financia, e ainda assim quer juros limitados a 10% ao ano, abaixo do teto de 12% do crédito comum da poupança (seção 6).

O FGTS entra com no máximo 50% do dinheiro da carteira; o restante é do próprio banco (Resolução nº 1.116, art. 4º, § 1º).

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2. Quem tem direito: renda, imóvel e financiamento ativo

Três condições, todas escritas na norma:

  1. Renda familiar bruta mensal de até R$ 13.000,00, segundo a Resolução nº 1.116, art. 2º, na redação da Resolução nº 1.148, de 24/03/2026. Não há renda mínima no texto.
  2. Não ter outro financiamento ativo nas condições do SFH (Sistema Financeiro da Habitação) em qualquer parte do país (Resolução CCFGTS nº 702/2012, art. 17, I).
  3. Não ser proprietário, promitente comprador, arrendatário ou titular de direito de aquisição de imóvel residencial na cidade onde mora ou onde vai morar (Resolução nº 702, art. 17, II).

Repare no que a regra não diz: "primeiro imóvel". Quem tem imóvel residencial em outra cidade não está vedado pelo texto. A conferência é do banco, e descumprir as condições leva à liquidação antecipada do contrato (Instrução Normativa MCID nº 17/2025, art. 12, parágrafo único). Também não é preciso ser cotista do FGTS: ter conta vinculada é um dos três critérios de prioridade na fila, ao lado de comprar imóvel novo e de pôr mais recursos próprios (IN nº 17, art. 9º), não um requisito. O que a norma não define é quem entra na soma da renda familiar; é o banco que informa na simulação.

3. Quanto custa: juros, prazo, entrada, taxas, seguros e por que não há subsídio

Condições do programa Classe Média do FGTS em 10/10/2026 — fontes: Res. CCFGTS nº 1.116/2025 e nº 702/2012, IN MCID nº 17/2025 e nº 45/2025, Lei nº 8.036/1990 e página da CAIXA lida em 10/10/2026
ItemO que a norma fixa (e o que a CAIXA pratica)
Jurosaté 10,00% ao ano, nominal: 6,50% da parcela do FGTS mais diferencial do banco de até 3,50% (Res. nº 1.116, arts. 5º e 6º). CAIXA: 10% ao ano
Prazoaté 35 anos, 420 meses (Lei nº 8.036/1990, art. 9º, IV, na redação da Lei nº 14.438/2022). CAIXA: até 35 anos
Entrada mínima20% do valor de venda ou avaliação; pode cair a 10% no SAC, Sistema de Amortização Constante (Res. nº 702, art. 22, III e § 4º). CAIXA: 20%
Imóvel usado em SPo banco financia no máximo 60% do valor (IN MCID nº 45/2025, art. 6º, regiões Sul e Sudeste)
Correção do saldomensal, pelo índice das contas do FGTS, a TR, Taxa Referencial (Res. nº 1.116, art. 7º, V)
AmortizaçãoSAC obrigatório; Price (Sistema Francês de Amortização) ou SACRE (Sistema de Amortização Crescente) como alternativa (IN nº 17, art. 18)
Taxasadministração até R$ 25,00 por mês; acompanhamento até 1,5% do financiamento; qualquer outra é vedada (Res. nº 1.116, art. 7º; IN nº 17, art. 17)
SegurosMIP (morte e invalidez permanente do comprador) e DFI (danos físicos ao imóvel) obrigatórios (IN nº 17, art. 23)
Subsídionão há (Res. nº 1.116, art. 1º)

Três avisos sobre a tabela. A norma diz até 10,00% ao ano; a CAIXA pratica 10% (página oficial do programa, lida em 10/10/2026), e outro banco habilitado pode cobrar menos. O saldo devedor é corrigido todo mês pela TR, o índice que corrige as contas do FGTS. A parcela carrega ainda os dois seguros, MIP e DFI. Simulação que ignora TR e seguros, como a nossa mais abaixo, mostra o piso, não a parcela do contrato. E o banco é obrigado a oferecer o SAC (Sistema de Amortização Constante, parcela que começa mais alta e cai todo mês) e ao menos uma alternativa, em geral a Price (Sistema Francês de Amortização, parcela fixa antes da correção).

Fora do financiamento, a compra ainda tem imposto e cartório: a conta, por faixa de preço, está em quanto custa ITBI, escritura e registro em Indaiatuba.

Subsídio não existe aqui. O desconto do FGTS, o "subsídio" do MCMV, existe só na Habitação Popular. Pela Resolução nº 702, art. 30, § 3º, na redação da Resolução nº 1.132, de 11/11/2025, ele vale só para família com renda de até R$ 4.000 e em valor igual ou superior a R$ 1.500. O Classe Média está fora dessa área por definição; a Faixa 3 também não recebe o desconto. O benefício é a taxa: até 10% ao ano, abaixo do teto de 12% ao ano de custo efetivo do SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo, o crédito comum com dinheiro da poupança, detalhado na seção 6) e acima dos até 8,16% da Faixa 3.

4. FGTS da conta: 3 anos de trabalho, entrada ou parcelas

O saldo da conta do FGTS pode pagar parte do preço do imóvel e também parte das prestações. Pela Lei nº 8.036/1990, art. 20, é preciso ter no mínimo 3 anos de trabalho sob o regime do FGTS (somando todos os empregos), a operação tem de ser financiável no SFH e o direito só vale para um único imóvel (§ 3º). A CAIXA resume: o FGTS entra como entrada ou para pagar parte das parcelas. O passo a passo do saque está em como usar o FGTS para comprar imóvel em Indaiatuba.

5. Na planta, novo ou usado; lote não

O programa financia "unidades habitacionais novas ou usadas" em área urbana (IN nº 17, arts. 3º e 4º). Imóvel novo inclui o que "esteja em fase de produção", ou seja, na planta, e o que tem até 180 dias de habite-se (IN nº 17, art. 4º, § 1º, na redação da IN nº 43, de 12/12/2025). A CAIXA acrescenta uma condição comercial: "para imóveis na planta, a construção do empreendimento precisa ser financiada pela CAIXA". Isso se confirma empreendimento a empreendimento, com a construtora, antes da simulação. Durante a obra, as parcelas pagas à construtora costumam ser corrigidas pelo INCC: veja por que a parcela na planta sobe todo mês.

Usado em São Paulo: o banco financia no máximo 60% do valor (IN nº 45/2025, art. 6º), então a entrada sobe para 40%. Lote e construção em terreno próprio não entram: a IN nº 17 só prevê aquisição de unidade habitacional, e um lote como o do Jardim Di Italia (R$ 210.000, tabela Dominium de outubro/2026) fica fora desta porta. Sobre comprar na planta com o FGTS, veja FGTS em imóvel na planta.

6. Faixa 3, Classe Média ou SBPE: as três portas lado a lado

Quem financia imóvel em Indaiatuba hoje passa por uma de três portas. A última coluna é o SBPE, o crédito comum com dinheiro da poupança, regido pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

As três portas para financiar um imóvel em Indaiatuba, pela norma vigente em 10/10/2026 — fontes: Portaria MCID nº 333/2026 e nº 470/2025 (redação da nº 432/2026); Res. CCFGTS nº 1.116/2025 (redação da nº 1.148/2026) e nº 702/2012; Res. CMN nº 4.676/2018 (redação da nº 5.255/2025)
LinhaFaixa 3 do MCMVClasse Média (FGTS)SBPE / SFH
Renda familiar bruta mensalR$ 5.000,01 a R$ 9.600,00 (Portaria 333/2026); a linha do Fundo Social admite renda menor (Portaria 470/2025, art. 2º, parágrafo único)até R$ 13.000,00 (Res. 1.148/2026)sem teto (Res. CMN 4.676)
Valor máximo do imóvelR$ 400.000,00 (Portaria 470/2025, art. 10, redação da 432/2026)R$ 600.000,00 (Res. 1.148/2026)R$ 2.250.000,00 de avaliação (Res. CMN 5.255/2025)
Juros ao compradoraté 8,16% ao ano (6,00% + até 2,16% do banco); 7,66% para cotista com 3 anos de FGTS; mais TR (Portaria 470, art. 16, linha do Fundo Social; na linha FGTS, soma dos limites da Res. 702, arts. 32 e 37)até 10,00% ao ano nominal (Res. 1.116, art. 6º); CAIXA: 10%custo efetivo até 12% ao ano (Res. CMN 4.676, art. 13, II); a taxa varia por banco
Prazoaté 420 meses (Portaria 470, art. 21)até 35 anos (Lei 8.036, art. 9º, IV)a Res. 4.676 não fixa prazo
Entrada mínima20%; 10% com SAC (Res. 702, art. 22)20%; 10% com SAC (Res. 702, art. 22); CAIXA pede 20%20%; 10% com SAC ou Sacre (Res. CMN 4.676, art. 6º)
Subsídionão: só renda até R$ 4.000 (Res. 702, art. 30, § 3º)não (Res. 1.116, art. 1º)não
FGTS da contasim (Lei 8.036, art. 20)sim (Lei 8.036, art. 20)sim, se dentro do SFH (Lei 8.036, art. 20, VII, b)
Na plantasimsim, "em fase de produção" (IN 17, art. 4º); CAIXA: obra financiada pela CAIXAsim

O que a tabela mostra: existe um corredor entre R$ 400.000 e R$ 600.000 em que só o Classe Média abre a porta com dinheiro do FGTS. E a Resolução nº 1.116 não tem piso de renda. Pela leitura que fazemos do seu art. 1º, a família com renda de até R$ 9.600 que compra imóvel de até R$ 400.000 poderia escolher entre a Faixa 3, de juros menores, e o Classe Média. A que quer imóvel entre R$ 400 mil e R$ 600 mil cairia no Classe Média. É leitura nossa, não texto literal da norma: nos dois casos, confirme com a CAIXA na simulação. Sobre o SBPE, a Resolução CMN nº 4.676 fixa só o teto de custo efetivo, 12% ao ano, fora seguros e tarifas; a taxa que a CAIXA pratica hoje nessa linha não tem fonte oficial que tenhamos conseguido ler. Para a faixa de baixo, leia MCMV Faixa 3 em Indaiatuba e o guia completo do Minha Casa Minha Vida em Indaiatuba.

7. O que mudou: de R$ 12 mil e R$ 500 mil para R$ 13 mil e R$ 600 mil

Uma armadilha de leitura: a IN MCID nº 17/2025, que regulamenta o programa, ainda traz R$ 12.000 no art. 3º na compilação de dezembro de 2025. Para renda e teto, vale a Resolução do Conselho Curador, que é quem fixa os limites.

8. Quais lançamentos de Indaiatuba cabem até R$ 600 mil

Dos apartamentos que representamos, 14 têm preço "a partir de" dentro do teto de R$ 600.000, pelas tabelas das incorporadoras, com o mês de cada uma, conferidas em 12/10/2026. Cabem no teto de preço; se a obra é financiada pela CAIXA, condição que ela exige para imóvel na planta, confirmamos com a construtora caso a caso.

Apartamentos da Viv'América com preço "a partir de" até R$ 600.000 — fonte: tabelas das incorporadoras, mês indicado, conferidas em 12/10/2026. "Porta" só pelo teto de preço (Faixa 3 até R$ 400.000; Classe Média até R$ 600.000), sem considerar renda
EmpreendimentoIncorporadoraA partir deTabelaPorta pelo preço
Uni ResidencialMasottiR$ 279.990pré-lançamento; data do lançamento oficial não divulgada pela MasottiFaixa 3 e Classe Média
Viva Parque AuraPinheiro · RDZ · iBenR$ 306.650out/2026Faixa 3 e Classe Média
Residencial Parque das ÁguasGPCIR$ 309.120set/2026Faixa 3 e Classe Média
Gran Vic TangaráVIC EngenhariaR$ 325.000out/2026Faixa 3 e Classe Média
Gran Vic ColibriVIC EngenhariaR$ 336.686out/2026Faixa 3 e Classe Média
Itamaracá ResidencialZarinR$ 345.107out/2026Faixa 3 e Classe Média
Vívere Residencial (pronto para morar)MasottiR$ 352.552ago/2026Faixa 3 e Classe Média
Gran Vic CanárioVIC EngenhariaR$ 354.459out/2026 (valores da VIC de 09/10/2026)Faixa 3 e Classe Média
Izzi ResidenceGPCIR$ 371.862set/2026Faixa 3 e Classe Média
Viva Parque SensePinheiro · RDZ · iBenR$ 408.328set/2026só Classe Média (passa da Faixa 3 por R$ 8.328)
Spazio ItaliaZarinR$ 429.961out/2026só Classe Média
Manai BosqueMasottiR$ 520.855out/2026 (tabela de lançamento da Torre 1, que já traz os 10% de desconto da promoção de lançamento válida em outubro/2026)só Classe Média
360 Home Office Mall (residencial)HINCR$ 546.274set/2026, preços confirmados para out/2026só Classe Média
Artemis ResidencialGPCIR$ 555.171out/2026só Classe Média

Ficam de fora, acima de R$ 600 mil e portanto só no SBPE: Aurora – Park Meraki (R$ 758.850, tabela de pré-lançamento; data do lançamento não divulgada pela Masotti), Storia Congesa (R$ 921.000, out/2026), Areté Home (R$ 991.005, ago/2026), Espaço Conceição (R$ 1.030.310, disponibilidade da Masotti consultada em 12/10/2026), Congesa Seasons (R$ 1.239.000, out/2026) e Hélade – Park Meraki (R$ 1.391.504, set/2026). Todos os preços, por faixa, estão no Observatório de preços de Indaiatuba e na lista de apartamentos na planta.

9. Quanto fica a parcela: simulação ilustrativa

Premissas, declaradas: juros de 10% ao ano nominal (0,8333% ao mês), 420 meses, 80% do preço financiado (entrada de 20%), sem seguros MIP e DFI, sem taxa de administração (até R$ 25 por mês) e sem correção do saldo pela TR. Price: parcela fixa. SAC: amortização constante, parcela decrescente. É conta ilustrativa sobre as tabelas das incorporadoras, não proposta de crédito; a parcela do contrato será maior, pelos seguros, pela taxa e pela TR, e depende da aprovação do banco.

Parcela ilustrativa pelo Classe Média em quatro lançamentos de Indaiatuba — preços das tabelas das incorporadoras (mês indicado), conferidos em 12/10/2026; conta a 10% ao ano, 420 meses, 80% financiado, sem seguros, taxa e TR
EmpreendimentoPreçoEntrada 20%FinanciadoPrice (420 meses)SAC: 1ª e última
Spazio Italia (Zarin, out/2026)R$ 429.961R$ 85.992,20R$ 343.968,80R$ 2.957,00R$ 3.685,38 → R$ 825,80
Manai Bosque (Masotti, out/2026)R$ 520.855R$ 104.171,00R$ 416.684,00R$ 3.582,12R$ 4.464,47 → R$ 1.000,37
Artemis Residencial (GPCI, out/2026)R$ 555.171R$ 111.034,20R$ 444.136,80R$ 3.818,12R$ 4.758,61 → R$ 1.066,28
Izzi Residence (GPCI, set/2026)R$ 371.862R$ 74.372,40R$ 297.489,60R$ 2.557,44R$ 3.187,39 → R$ 714,21

Spazio Italia, Manai Bosque e Artemis só entram pelo Classe Média: passam do teto de R$ 400.000 da Faixa 3. O Izzi Residence é o caso-fronteira: cabe nas duas portas pelo preço. Na Faixa 3 a taxa é menor (até 8,16% ao ano), o que derruba a parcela. A linha acima mostra quanto ficaria para uma família que entra pelo Classe Média por ter renda acima de R$ 9.600. Não calculamos a parcela da Faixa 3 aqui para não misturar taxas de linhas diferentes. A renda mínima que a CAIXA pede em cada linha, da Faixa 3 ao SBPE, está em qual renda preciso para financiar um imóvel de R$ 300, 400 ou 600 mil.

10. Onde pedir e até quando

Na CAIXA, que tem página própria do programa, e nos demais "agentes financeiros interessados e habilitados a operar pelo Agente Operador do FGTS" (IN nº 17, art. 5º, § 2º). O pedido é feito direto no banco: escolher o imóvel, simular e assinar. O contrato tem de ser fechado até 31 de dezembro de cada ano orçamentário (IN nº 17, art. 5º, § 3º). O orçamento de 2026 reservou R$ 15 bilhões para o Classe Média (IN MCID nº 45/2025, Anexo I), mas, segundo fonte não oficial, uma resolução de setembro de 2026 (Res. CCFGTS nº 1.158) reformulou o orçamento do ano; não conseguimos ler esse texto e, por isso, não afirmamos quanto ainda está disponível.

Quero saber se minha renda cabe no Classe Média e ver o que há até R$ 600 mil em Indaiatuba →

O atendimento é gratuito: dizemos em qual porta sua família entra pelas normas acima, qual lançamento cabe na conta e encaminhamos a simulação no banco, que devolve a parcela com seguros e TR.

11. De onde saiu cada número

O que não conseguimos ler e, por isso, não afirmamos: a Resolução nº 1.158/2026, do orçamento; a taxa e o prazo do SBPE na CAIXA.

Limites, taxas e prazos vêm das normas citadas, vigentes em 10/10/2026, e podem mudar por nova resolução do Conselho Curador do FGTS ou portaria do Ministério das Cidades. A aprovação do crédito, a taxa final e a parcela são definidas pelo banco na simulação. Preços são "a partir de", da tabela de cada incorporadora no mês indicado, sujeitos a alteração sem aviso.

Perguntas frequentes sobre o Classe Média do FGTS

Quem tem direito ao Classe Média do FGTS, a chamada Faixa 4?

Família com renda bruta mensal de até R$ 13.000,00, sem outro financiamento ativo no SFH (Sistema Financeiro da Habitação) e sem imóvel residencial na cidade onde mora ou vai morar (Res. CCFGTS nº 1.116/2025, art. 2º, na redação da Res. nº 1.148/2026; Res. nº 702/2012, art. 17). Não precisa ser o primeiro imóvel nem ser cotista do FGTS. Faixa 4 é apelido da imprensa: a Portaria MCID nº 333/2026 só define as Faixas 1, 2 e 3.

Qual é a renda máxima do Classe Média em 2026? É renda individual ou familiar?

R$ 13.000,00 por mês, bruta e familiar, segundo a Res. CCFGTS nº 1.116/2025, art. 2º, na redação da Res. nº 1.148, de 24/03/2026. Não há renda mínima na norma. Quem entra na soma da renda familiar não está definido nas fontes que lemos; o banco informa na simulação.

Quem ganha R$ 10 mil ou R$ 12 mil por mês pode financiar pelo Minha Casa, Minha Vida?

Pela Faixa 3, não: ela vai até R$ 9.600,00 de renda familiar (Portaria MCID nº 333/2026). Pelo Classe Média, sim: renda de até R$ 13.000,00 e imóvel de até R$ 600.000,00, com juros de até 10% ao ano, prazo de até 35 anos e sem subsídio.

Qual é o valor máximo do imóvel no Classe Média?

R$ 600.000,00, valor de venda ou investimento (Res. nº 1.116/2025, art. 3º, na redação da Res. nº 1.148, de 24/03/2026). Antes era R$ 500.000,00. Na Faixa 3 o teto é R$ 400.000,00; no SBPE, o crédito comum da poupança, R$ 2.250.000,00 de avaliação.

O Classe Média tem subsídio?

Não. O desconto do FGTS existe só na Habitação Popular, para família com renda de até R$ 4.000 (Res. nº 702/2012, art. 30, § 3º). O benefício do Classe Média é a taxa de até 10% ao ano e o prazo de até 35 anos, sem desconto no preço.

Qual é a taxa de juros e o prazo do Classe Média?

Até 10,00% ao ano, nominal, mais a correção do saldo pela TR, a Taxa Referencial (Res. nº 1.116/2025, art. 6º e art. 7º, V); a CAIXA pratica 10% ao ano. Prazo de até 35 anos, 420 meses (Lei nº 8.036/1990, art. 9º, IV). Entram ainda os seguros MIP (morte e invalidez) e DFI (danos ao imóvel) e a taxa de administração de até R$ 25,00 por mês.

Qual é a entrada mínima no Classe Média?

20% do valor de venda ou avaliação. A norma admite 10% quando o contrato é no SAC, o sistema de parcelas decrescentes (Res. nº 702/2012, art. 22, § 4º), mas a CAIXA pede 20%. Para imóvel usado em São Paulo o banco financia no máximo 60% do valor, então a entrada sobe para 40% (IN MCID nº 45/2025, art. 6º).

Posso usar o FGTS da minha conta no Classe Média? Precisa ter 3 anos de FGTS?

Sim, como entrada ou para pagar parte das parcelas. É preciso ter no mínimo 3 anos de trabalho sob o regime do FGTS, somando todos os empregos, e o direito vale para um único imóvel (Lei nº 8.036/1990, art. 20, V, VII e § 3º).

Pode comprar imóvel na planta ou usado pelo Classe Média?

Sim. Imóvel novo inclui o que está em fase de produção, ou seja, na planta, e o que tem até 180 dias de habite-se (IN MCID nº 17/2025, art. 4º). Para a planta, a CAIXA exige que a obra do empreendimento seja financiada por ela. Usado em São Paulo: no máximo 60% financiado. Lote e construção em terreno próprio não entram.

Qual é a diferença entre a Faixa 3 do Minha Casa, Minha Vida (MCMV) e o Classe Média?

Renda: Faixa 3 de R$ 5.000,01 a R$ 9.600,00; Classe Média até R$ 13.000,00. Teto do imóvel: R$ 400.000,00 contra R$ 600.000,00. Juros: até 8,16% ao ano na Faixa 3 (7,66% para cotista com 3 anos de FGTS; Portaria MCID nº 470/2025, art. 16) contra até 10% ao ano no Classe Média. Nenhuma das duas tem subsídio; as duas aceitam o FGTS da conta e vão a 420 meses.

Desde quando valem os limites de R$ 13 mil de renda e R$ 600 mil de imóvel?

Desde 30/03/2026, data em que a Resolução CCFGTS nº 1.148, de 24/03/2026, foi publicada no Diário Oficial da União (Edição 60, Seção 1, p. 225) e entrou em vigor. Ela deu nova redação aos arts. 2º e 3º da Resolução nº 1.116/2025. Antes valiam R$ 12.000,00 de renda e R$ 500.000,00 de imóvel.

Quais lançamentos de Indaiatuba cabem no Classe Média?

Pelo preço, 14 apartamentos representados pela Viv'América têm valor inicial dentro do teto de R$ 600.000: do Uni Residencial (R$ 279.990) ao Artemis Residencial (R$ 555.171, tabela GPCI de outubro/2026). Cinco só entram por esta porta, porque passam do teto de R$ 400.000 da Faixa 3: Viva Parque Sense (R$ 408.328), Spazio Italia (R$ 429.961), Manai Bosque (R$ 520.855), 360 Home Office Mall (R$ 546.274) e Artemis. Se a obra é financiada pela CAIXA, confirmamos com a construtora.

Sua renda cabe no Classe Média? A gente confere

Diga a renda da família e o valor que pretende pagar: dizemos por qual porta você entra, Faixa 3, Classe Média ou SBPE, e quais lançamentos de Indaiatuba cabem na conta, com preço aberto.

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