Resposta direta: a Faixa 3 do Minha Casa Minha Vida (MCMV) atende famílias com renda bruta mensal de R$ 5.000,01 a R$ 9.600, segundo a Portaria 333/2026 do Ministério das Cidades (MCID), em vigor desde 01/04/2026. O imóvel pode custar até R$ 400.000 (Res. 1.148/2026 do Conselho Curador do FGTS, o CCFGTS, em vigor desde 30/03/2026). Não há subsídio: o benefício são os juros de 7,66% ao ano para quem tem 3 anos de FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) ou de 8,16% sem eles, pelo quadro do Ministério das Cidades de 28/06/2026, com prazo de até 35 anos. Em Indaiatuba, nove empreendimentos que representamos cabem nesse teto pelo preço, de R$ 279.990 (Uni Residencial, tabela de pré-lançamento da Masotti, sujeita a reajuste) a R$ 371.862 (Izzi Residence, tabela da GPCI de set/2026).
Apartamentos Minha Casa Minha Vida disponíveis em Indaiatuba
Se a renda da sua família fica entre R$ 5.000,01 e R$ 9.600 e você pensa em sair do aluguel, a Faixa 3 é a sua entrada no MCMV. Este artigo mostra quem se enquadra, quanto dá para financiar com cada renda e quais apartamentos de Indaiatuba cabem no teto, com o preço e o mês de cada tabela.
Índice
- 1. O que é a Faixa 3 do MCMV
- 2. Renda para se enquadrar
- 3. Condições e benefícios da Faixa 3
- 4. Empreendimentos MCMV Faixa 3 em Indaiatuba
- 5. Faixa 3 x financiamento tradicional
- 6. Como simular sua parcela
Uni Residencial
1 dormitório · sacada · vaga para carro · Masotti
A partir de R$ 279.990
Ver todos os apartamentos na planta →1. O que é a Faixa 3 do MCMV
O Minha Casa Minha Vida divide as famílias urbanas em três faixas de renda, fixadas pela Portaria MCID 333, de 30/03/2026, publicada no Diário Oficial da União de 01/04/2026: Faixa 1, até R$ 3.200; Faixa 2, de R$ 3.200,01 a R$ 5.000; e Faixa 3, de R$ 5.000,01 a R$ 9.600. A Faixa 3 é a mais alta das três.
Por atender a renda mais alta, não há subsídio (o desconto do FGTS no preço do imóvel), que na prática só é concedido a famílias com renda de até R$ 4.000 (Instrução Normativa, a IN, MCID 48/2022, art. 53, § 10, compilada em 09/04/2026). O benefício vem de três lugares: juros menores, uso do FGTS e prazo de até 35 anos.
Acima de R$ 9.600 e até R$ 13.000 de renda, a família passa das três faixas e entra no programa Classe Média (que a imprensa chama de Faixa 4), com imóvel de até R$ 600.000 e juros de até 10,00% ao ano. Os detalhes estão em programa Classe Média do FGTS: renda até R$ 13 mil e imóvel até R$ 600 mil.
2. Renda para se enquadrar na Faixa 3
A Faixa 3 vale para renda bruta familiar mensal de R$ 5.000,01 a R$ 9.600 (Portaria MCID 333/2026, art. 1º, em vigor desde 01/04/2026). Três pontos evitam erro na conta:
- É a renda bruta, antes dos descontos, e é a da família: entra na soma quem vai compor o financiamento. A Caixa informa que a composição pode ser feita independentemente de grau de parentesco, casamento ou união estável (página "Aquisição de Imóvel Novo", consultada em 10/10/2026);
- Com renda de até R$ 5.000, a família fica nas Faixas 1 ou 2, que têm outro teto de imóvel e outros juros;
- Com renda acima de R$ 9.600 e até R$ 13.000, o caminho é o programa Classe Média.
Quanto dá para financiar com cada renda
A Caixa limita a prestação a 30% da renda familiar bruta. É política de crédito do banco, não lei (página "Aquisição de Imóvel Novo", consultada em 10/10/2026). Com essa regra, 420 meses de prazo e a Tabela Price (parcela fixa), a conta fica assim:
| Renda bruta familiar | Parcela de até 30% | Sem 3 anos de FGTS (8,16% ao ano) | Com 3 anos de FGTS (7,66% ao ano) |
|---|---|---|---|
| R$ 5.000,01 | R$ 1.500 | financia R$ 207,8 mil; imóvel de até R$ 259,7 mil | financia R$ 218,8 mil; imóvel de até R$ 273,4 mil |
| R$ 6.000 | R$ 1.800 | financia R$ 249,3 mil; imóvel de até R$ 311,7 mil | financia R$ 262,5 mil; imóvel de até R$ 328,1 mil |
| R$ 7.000 | R$ 2.100 | financia R$ 290,9 mil; imóvel de até R$ 363,6 mil | financia R$ 306,3 mil; imóvel de até R$ 382,8 mil |
| R$ 8.000 | R$ 2.400 | alcança o teto: imóvel de R$ 400.000, com R$ 320.000 financiados | alcança o teto: imóvel de R$ 400.000, com R$ 320.000 financiados |
| R$ 9.600 | R$ 2.880 | alcança o teto: imóvel de R$ 400.000, com R$ 320.000 financiados | alcança o teto: imóvel de R$ 400.000, com R$ 320.000 financiados |
Como ler: com renda de R$ 7.000 e sem os 3 anos de FGTS, a parcela de até R$ 2.100 paga um financiamento de cerca de R$ 290,9 mil, o que dá um imóvel de até R$ 363,6 mil com 20% de entrada. No piso da faixa (R$ 5.000,01), a mesma conta chega a R$ 259,7 mil: para o Uni Residencial, de R$ 279.990 na tabela de pré-lançamento, a entrada sobe para cerca de R$ 72,2 mil (26% do preço). No SAC (Sistema de Amortização Constante), a primeira parcela é maior e a mesma renda financia menos. A conta completa, nos dois sistemas, está em qual renda preciso para financiar um imóvel de R$ 300, 400 ou 600 mil.
O número final sai na simulação da Caixa, que aplica a regra do dia e soma seguros e tarifas. A Imobiliária Viv'América faz essa simulação sem custo.
Aprofundar: checklist completo de quem tem direito ao MCMV →3. Condições e benefícios da Faixa 3
Juros reduzidos
O quadro oficial da página MCMV-FGTS do Ministério das Cidades, atualizada em 28/06/2026, traz para a Faixa 3 juros nominais de 7,66% ao ano para o cotista e de 8,16% ao ano para quem não é cotista, em todas as regiões do país. Cotista é quem soma pelo menos 3 anos de trabalho sob o regime do FGTS, em um ou mais empregos: a Res. CCFGTS 702/2012, art. 32, § 1º, reduz a taxa dele em 0,5 ponto. Para comparar, no programa Classe Média a taxa é de até 10,00% ao ano (Res. CCFGTS 1.116/2025, art. 6º).
Em reais: cada R$ 100.000 financiados em 420 meses na Price custam R$ 685,70 por mês a 7,66%, R$ 721,91 a 8,16% e R$ 859,67 a 10,00%. É cálculo ilustrativo nosso, sem TR (Taxa Referencial, que corrige o saldo), seguros e taxa de administração.
Uso do FGTS
Quem soma 3 anos de trabalho sob o regime do FGTS pode usar o saldo da conta de três formas (Lei 8.036/1990, art. 20):
- Como entrada, pagando parte do preço do imóvel;
- Para amortizar o saldo devedor ao longo do financiamento, com intervalo mínimo de 2 anos entre um uso e outro;
- Para abater até 80% das prestações, por 12 meses seguidos.
Para liberar o saldo, a Caixa também exige que o comprador não tenha outro financiamento ativo no Sistema Financeiro de Habitação (SFH) nem seja dono de imóvel residencial no município onde mora ou trabalha, incluídos os vizinhos e os da mesma região metropolitana (página "Utilização do FGTS", consultada em 10/10/2026).
Prazo longo (até 35 anos)
Financiamento em até 420 meses (35 anos), segundo a página oficial do MCMV-FGTS do Ministério das Cidades, atualizada em 28/06/2026. O prazo longo reduz a parcela; em troca, pagam-se juros por mais tempo. A Caixa informa que o prazo de cada contrato varia com o sistema de amortização e com a idade de quem financia (perguntas frequentes, consultadas em 10/10/2026).
Entrada mínima de 20%, ou de 10% no SAC
A norma do FGTS pede que o comprador entre com pelo menos 20% do valor do imóvel; o mínimo cai para 10% quando o contrato usa o SAC (Res. CCFGTS 702/2012, art. 22, III e § 4º). Na planta, a entrada costuma ser paga em parcelas à incorporadora durante a obra, e o FGTS pode completar o valor.
O que a Faixa 3 NÃO tem (mas Faixas 1 e 2 têm)
- Subsídio, o desconto do FGTS no preço do imóvel: vale para renda de até R$ 5.000 e chega a R$ 55.000 no Sudeste, mas só é concedido quando o cálculo dá R$ 1.500 ou mais e a renda é de até R$ 4.000 (IN MCID 48/2022, arts. 51 e 53);
- Juros abaixo de 7,66%: nas Faixas 1 e 2, o quadro oficial vai de 4,25% a 7,00% ao ano nas colunas do Sudeste, conforme a renda e o tempo de FGTS.
Em Indaiatuba, essas duas vantagens têm um porém: só valem para imóvel dentro do teto local das Faixas 1 e 2, que é de R$ 225.000 na nossa leitura da tabela do art. 20 da Res. CCFGTS 702/2012 (só a simulação da Caixa confirma). Nenhum apartamento que representamos cabe nesse valor. A família com renda de até R$ 5.000 pode comprar imóvel de até R$ 400.000, mas sem subsídio e sem os juros reduzidos da faixa (art. 20, § 5º).
4. Empreendimentos MCMV Faixa 3 em Indaiatuba
Nove empreendimentos que representamos têm apartamento dentro do teto de R$ 400.000 da Faixa 3, pelo preço "a partir de" da tabela de cada incorporadora. É o preço da unidade mais barata: o enquadramento é por unidade, e nas outras tipologias o valor sobe e pode passar do teto.
| Empreendimento | A partir de | Tabela | Tipologia e estoque |
|---|---|---|---|
| Uni Residencial (Masotti) | R$ 279.990 | pré-lançamento, sujeita a reajuste | 1 dormitório, com sacada e vaga para carro |
| Viva Parque Aura (Pinheiro · RDZ · iBen) | R$ 306.650 | out/2026 | 47 a 85 m² |
| Residencial Parque das Águas (GPCI) | R$ 309.120 | set/2026 | 2 dormitórios, 46 a 72 m² |
| Gran Vic Tangará (VIC) | R$ 325.000 | 05/10/2026 | 2 dormitórios com varanda, 47,22 m²; 74 unidades em out/2026 |
| Gran Vic Colibri (VIC) | R$ 336.686 | 05/10/2026 | 2 dormitórios com suíte, 51,42 m²; 81 unidades em out/2026 |
| Itamaracá Residencial (Zarin) | R$ 345.107 | out/2026 | 48 a 54 m²; 166 unidades disponíveis em 11/10/2026 |
| Vívere Residencial (Masotti) | R$ 352.552 | ago/2026 | 2 dormitórios, 48 a 50 m², pronto para morar; últimas 2 unidades em 12/10/2026 |
| Gran Vic Canário (VIC) | R$ 354.459 | 09/10/2026 | 2 dormitórios, 47,22 m²; últimas 3 unidades em 09/10/2026 |
| Izzi Residence (GPCI) | R$ 371.862 | set/2026 | 39,90 a 66,47 m² |
No Gran Vic Tangará, R$ 325.000 é o preço de uma única unidade; a seguinte custa R$ 333.761, e as 74 unidades da tabela da VIC de 05/10/2026 estão enquadradas na Faixa 3. Outros cinco empreendimentos começam acima de R$ 400.000 e só entram pelo Classe Média: Viva Parque Sense (R$ 408.328, tabela de set/2026), Spazio Italia (R$ 429.961, out/2026), Manai Bosque (R$ 520.855, out/2026), 360 Home Office Mall (R$ 546.274, tabela de set/2026, preços confirmados para out/2026) e Artemis Residencial (R$ 555.171, out/2026).
Duas contas de exemplo
- Gran Vic Tangará na Faixa 3, R$ 334.278 (tabela da VIC de 02/09/2026). Entrada de 20%: R$ 66.855,60. Financiado: R$ 267.422,40. A 8,16% ao ano, a parcela fica em R$ 1.930,55 na Price ou começa em R$ 2.455,19 no SAC; pela regra dos 30% da Caixa, pede renda de R$ 6.435,18 ou de R$ 8.183,97. Para o cotista, a 7,66%: R$ 1.833,72 na Price (renda de R$ 6.112,40) ou R$ 2.343,77 no SAC (renda de R$ 7.812,55).
- Uni Residencial, R$ 279.990 (tabela de pré-lançamento da Masotti, sujeita a reajuste). Entrada de 20%: R$ 55.998. Financiado: R$ 223.992. A 8,16%: R$ 1.617,02 na Price (renda de R$ 5.390,08) ou R$ 2.056,46 no SAC (renda de R$ 6.854,87). Para o cotista, a 7,66%: R$ 1.535,92 na Price (renda de R$ 5.119,73) ou R$ 1.963,13 no SAC (renda de R$ 6.543,77).
São exemplos ilustrativos, com cálculo nosso: 420 meses, taxa mensal igual à nominal anual dividida por 12, sem TR, seguros e taxa de administração. Antes das chaves, as parcelas pagas à incorporadora são corrigidas pelo INCC (Índice Nacional de Custo da Construção) nas tabelas do Gran Vic Tangará e do Uni Residencial: veja por que a parcela do imóvel na planta sobe todo mês.
5. Faixa 3 x financiamento tradicional
Muita gente pergunta: "vale a pena a Faixa 3 ou é melhor o financiamento tradicional?". Pela taxa, a Faixa 3 ganha para quem se enquadra. A comparação, pelas normas em vigor em outubro/2026:
| Critério | MCMV Faixa 3 | Programa Classe Média | Financiamento tradicional (SBPE) |
|---|---|---|---|
| Renda bruta familiar mensal | R$ 5.000,01 a R$ 9.600 | até R$ 13.000 | sem limite |
| Valor máximo do imóvel | R$ 400.000 | R$ 600.000 | R$ 2.250.000 (limite do Sistema Financeiro de Habitação) |
| Juros nominais ao ano | 7,66% (cotista) ou 8,16% | até 10,00% | cada banco define; a norma limita o custo efetivo a 12% ao ano |
| Prazo máximo | 35 anos (420 meses) | 35 anos (420 meses) | a norma do CMN não fixa prazo; a Caixa informa até 35 anos, conforme o tipo de financiamento |
| Entrada mínima | 20%; 10% no SAC | 20%; 10% no SAC (a Caixa pede 20%) | 20%; 10% no SAC |
| Subsídio | não há | não há | não há |
| Uso do FGTS | sim | sim | sim, em imóvel de até R$ 2.250.000 |
| Quem já tem imóvel | não pode ser dono de imóvel residencial na cidade onde mora ou vai morar, nem ter outro financiamento ativo no SFH | a mesma regra da Faixa 3 | a norma do CMN não traz essa vedação; vale a regra de cada banco |
Na conta: em 420 meses na Price, cada R$ 100.000 financiados custam R$ 721,91 por mês a 8,16% e R$ 859,67 a 10,00%. São R$ 137,76 de diferença, ou 16% a menos na Faixa 3; para o cotista (R$ 685,70), 20% a menos. No financiamento de R$ 267.422,40 do exemplo do Gran Vic Tangará, a diferença entre 8,16% e 10,00% é de cerca de R$ 368 por mês. Fora dos programas não há taxa tabelada: cada banco define a sua, e a norma do Conselho Monetário Nacional (CMN) só limita o custo efetivo a 12% ao ano.
Quem se enquadra na Faixa 3 só costuma olhar para fora dela em três situações:
- O imóvel custa mais de R$ 400.000: até R$ 600.000, vale o programa Classe Média; acima disso, o SBPE;
- A família já é dona de imóvel residencial na cidade ou tem outro financiamento ativo no SFH, o que fecha as linhas do FGTS;
- A renda passa de R$ 9.600.
6. Como simular sua parcela
O caminho mais rápido para saber sua parcela real:
- Escolha um empreendimento (recomendamos começar por Gran Vic Tangará ou Uni Residencial);
- Chame no WhatsApp (19) 98976-9457 informando a renda bruta da família, o saldo estimado de FGTS, o estado civil e se tem filhos;
- Enviamos a simulação com o enquadramento na faixa, o valor financiado, a parcela estimada em SAC e em Price e o prazo;
- Se a Caixa aprovar o crédito, seguimos para a reserva do imóvel e a assinatura do contrato.
No fechamento entram também o ITBI (Imposto sobre a Transmissão de Bens Imóveis), de 2% em Indaiatuba sobre imóvel de até R$ 576.300 em 2026 (Lei Complementar municipal 102/2023, art. 137), e o registro do contrato. A conta está em quanto custa ITBI, escritura e registro em Indaiatuba.
Continue lendo
- Como se inscrever no MCMV em Indaiatuba (passo a passo);
- Como usar o FGTS para comprar imóvel em Indaiatuba;
- Quanto custa morar em Indaiatuba: aluguel vs comprar MCMV.
Faixa de renda, teto, juros e prazo são os das normas citadas, em vigor em 11/10/2026, e podem mudar. Os preços são "a partir de", pela tabela de cada incorporadora na data indicada, e podem ser reajustados. O enquadramento de cada família e a parcela real saem na simulação da Caixa Econômica Federal, que a Imobiliária Viv'América faz gratuitamente; a aprovação do crédito é decisão do banco.