Dinheiro · Construir no lote

Quanto custa construir em Indaiatuba: o m² da obra em 2026

Atualizado em 17/10/2026 · fontes: CUB/m² do Estado de São Paulo de setembro/2026 (SindusCon-SP e FGV, divulgado em 01/10/2026; Lei 4.591/1964, art. 54), SINAPI do IBGE de setembro/2026 (publicado em 09/10/2026), Lei Complementar 102/2023 e LC 110/2024 de Indaiatuba, UFESP 2026 (Comunicado DICAR 88, de 17/12/2025) e tabelas dos loteamentos de outubro/2026 · Fabio Correia, CRECI 303686-F

Resposta direta: não existe custo oficial de obra para Indaiatuba. A referência é o CUB/m² do Estado de São Paulo, o Custo Unitário Básico. Quem calcula é o SindusCon-SP (sindicato da construção paulista), com a Fundação Getulio Vargas (FGV), por força da Lei 4.591/1964, art. 54. No CUB de setembro/2026, divulgado em 01/10/2026, a casa térrea de padrão normal (projeto-padrão R1-N) tem custo básico de R$ 2.690,33 por m². A de padrão baixo, R$ 2.193,39; a de padrão alto, R$ 3.255,86. São valores sem desoneração, a coluna indicada para quem constrói a própria casa (seção 4). Em 12 meses o R1-N subiu 6,14%, pela série histórica do sindicato. Uma casa de 120 m² no padrão normal dá R$ 322.839,60 de custo básico. Com um lote de 150 m² do Residencial Monte Carmelo (R$ 145.000 à vista, tabela de outubro/2026), a soma vai a R$ 467.839,60. Não é orçamento: terreno, projetos, fundações, impostos e a remuneração do construtor ficam de fora do CUB.

Lotes à venda em Indaiatuba: loteamentos e condomínios com preço aberto

1. O que é o CUB e quem publica

CUB é a sigla de Custo Unitário Básico: o custo por metro quadrado de um projeto-padrão de construção. Ele existe por lei. A Lei 4.591, de 16/12/1964, art. 54, obriga os sindicatos estaduais da construção a divulgar os custos unitários da sua região até o dia 5 de cada mês. O cálculo segue os critérios da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas). Em São Paulo, quem calcula é o SindusCon-SP com a FGV, pela norma brasileira NBR 12721:2006, em vigor desde 01/02/2007. Segundo o sindicato, o CUB é de uso obrigatório no registro de incorporação, o registro em cartório exigido para vender imóvel na planta.

Indaiatuba não tem CUB próprio. A lei fala nas "regiões jurisdicionais" de cada sindicato, e o que vale aqui é o do Estado de São Paulo. O SindusCon-SP vem publicando no dia 1º. O CUB de outubro/2026 sai até 05/11/2026, e este artigo será revisto nessa data.

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2. O m² da obra em setembro/2026, padrão por padrão

Em texto, o SindusCon-SP divulga um número-síntese, o do padrão R8-N (prédio residencial de 8 pavimentos, padrão normal). Em setembro/2026 ele ficou em R$ 2.238,58 por m²: alta de 0,13% no mês, 5,40% no ano e 6,17% em 12 meses, segundo a notícia de 01/10/2026. Para quem vai construir uma casa, o padrão que interessa é o R1, a residência de 1 pavimento: baixo (R1-B), normal (R1-N) ou alto (R1-A). Os valores por padrão estão na planilha Série Histórica do sindicato; não consultamos o PDF mensal, restrito a associados. A variação em 12 meses dos padrões R1 foi calculada por nós a partir dessa série: em texto, o sindicato só publica a do R8-N.

CUB/m² do Estado de São Paulo, usado como referência em Indaiatuba: setembro/2026, sem desoneração. Fonte: SindusCon-SP e FGV, planilha Série Histórica de setembro/2026 e notícia de 01/10/2026 (Lei 4.591/1964, art. 54); projetos-padrão da NBR 12721:2006. Variação em 12 meses do R8-N conforme publicada; a dos demais padrões e a participação de mão de obra e material, calculadas por nós pela série histórica do SindusCon-SP. SINAPI: pesquisa de custos da construção do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), publicada em 09/10/2026; ver seção 6. Casa de 120 m² e de 180 m² = CUB multiplicado pela área: custo básico, não orçamento.
Padrão (projeto-padrão)CUB/m²No mês12 mesesMão de obraMaterialCasa de 120 m²Casa de 180 m²
R1-B: casa térrea, padrão baixo, 2 dormitórios, cerca de 59 m² no projeto-padrãoR$ 2.193,390,12%5,92%51,8%42,7%R$ 263.206,80R$ 394.810,20
R1-N: casa térrea, padrão normal, 3 dormitórios (1 suíte), cerca de 106 m²R$ 2.690,330,14%6,14%59,6%36,2%R$ 322.839,60R$ 484.259,40
R1-A: casa térrea, padrão alto, 4 dormitórios, cerca de 225 m²R$ 3.255,860,20%6,05%53,4%43,3%R$ 390.703,20R$ 586.054,80
RP1Q: casa popular, 1 dormitório, cerca de 40 m²R$ 2.389,240,03%6,11%64,6%35,4%——
R8-N: prédio de 8 pavimentos, o número que o SindusCon-SP divulga em textoR$ 2.238,580,13%6,17%57,0%40,2%——
Outra fonte oficial: SINAPI/IBGE, São Paulo, sem desoneração (custo médio, outra metodologia)R$ 2.213,500,16%4,62%————

Dormitórios e áreas dos projetos-padrão: reprodução da norma em material do IBAPE (Instituto Brasileiro de Avaliações e Perícias de Engenharia), fonte não oficial, pois a norma é paga. O que o CUB não inclui está na seção 3.

3. O que o CUB inclui e o que fica de fora

O CUB não é o custo da sua obra. Pela definição da NBR 12721:2006 (item 3.9), ele serve de base para avaliar só uma parte dos custos de construção. O material técnico do IBAPE que reproduz a norma, fonte não oficial, resume: o CUB "representa o custo parcial da obra e não o global". O Sinduscon-PR, sindicato da construção do Paraná, trata o índice como orientativo, nunca como o custo real da obra.

Entram no CUB a mão de obra, o material e as despesas administrativas do projeto-padrão. No R1-N de setembro/2026, a mão de obra é 59,6% do valor, o material 36,2% e a administração 4,2%.

O que fica de fora está na lista da norma, que as tabelas dos Sinduscons reproduzem. São as fundações, com os serviços de contenção e de solo; os elevadores; equipamentos como fogões, aquecedores e bombas; urbanização, piscina e ajardinamento. Também não entram impostos, taxas e custas de cartório (emolumentos), os projetos e a remuneração do construtor e do incorporador. O terreno também não entra: o CUB mede só a construção.

Numa casa em lote, some ainda muro, calçada, ligações de água, esgoto e energia e a ART ou RRT (Anotação ou Registro de Responsabilidade Técnica) do engenheiro ou arquiteto. Não apuramos o preço desses itens em Indaiatuba. Por isso este artigo não os estima nem aplica percentual por cima do CUB.

4. Com ou sem desoneração: qual coluna vale para você

O SindusCon-SP divulga o CUB em duas colunas: com e sem desoneração. A "desoneração da folha" é um regime da Lei 12.546/2011: a empresa troca a contribuição previdenciária patronal sobre a folha de salários por uma contribuição sobre a receita bruta. Na construção civil, entram as empresas dos grupos 412, 432, 433 e 439 da CNAE (Classificação Nacional de Atividades Econômicas), e a opção é feita obra a obra. Na nossa leitura da lei, quem contrata pedreiro, pequeno empreiteiro ou MEI (microempreendedor individual) não está nesse regime. A coluna que vale para você é a sem desoneração, a usada aqui.

A Lei 14.973, de 16/09/2024, criou uma transição. Em 2026, a empresa desonerada paga 60% da alíquota sobre a receita mais 50% da alíquota sobre a folha. A partir de 01/01/2028, toda obra volta à folha. Por isso a coluna com desoneração sobe mais rápido: no R8-N, 8,08% em 12 meses, contra 6,17% sem desoneração. É consequência aritmética da lei, não afirmação do sindicato.

5. Quanto subiu em 12 meses: mão de obra e material

Pela série do SindusCon-SP, o R1-N foi de R$ 2.534,62 em setembro/2025 para R$ 2.690,33 em setembro/2026: 6,14%. No R8-N, a alta foi de 6,17%, com mão de obra em 6,23% e materiais em 6,07%, segundo a notícia de 01/10/2026. O salto veio em maio (1,24%) e em junho (2,24%, cálculo nosso pela planilha). Depois o índice desacelerou, até 0,13% em setembro.

Para comparar, em 12 meses até setembro/2026: o INCC-M (Índice Nacional de Custo da Construção – Mercado, da FGV) subiu 6,61%, com mão de obra em 7,63%. O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, do IBGE) ficou em 4,58%. Pelo CUB de São Paulo e pelo INCC-M, construir subiu mais que a inflação ao consumidor, e a mão de obra subiu mais que o material. Veja também por que a parcela do imóvel na planta sobe todo mês.

6. A segunda referência oficial: o SINAPI do IBGE

O SINAPI (Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil) é a pesquisa do IBGE, feita com a Caixa: um custo médio por m², por estado, com metodologia própria. Em setembro/2026, publicado em 09/10/2026, São Paulo sem desoneração ficou em R$ 2.213,50 por m²: 0,16% no mês, 3,87% no ano e 4,62% em 12 meses. CUB e SINAPI não se confirmam um ao outro. Em nível estão próximos (R$ 2.238,58 no R8-N e R$ 2.213,50). Em 12 meses, distantes (6,17% e 4,62%).

7. A conta lote + obra: Monte Carmelo, Di Italia, Parque Zarah e Vila Fahl

Multiplicar o CUB pela área dá custo básico, não orçamento (seção 3). Com essa ressalva, segue a conta para quatro loteamentos da nossa tabela, com lote de 150 m².

Exemplo ilustrativo: lote de 150 m² + custo básico de uma casa térrea de padrão normal (R1-N, CUB/SP de setembro/2026 = R$ 2.690,33/m²: R$ 322.839,60 para 120 m² e R$ 484.259,40 para 180 m²). Preços de lote das tabelas de outubro/2026 (Dominium e Zarin, conferidas em 10/10/2026; Vila Fahl, recebida em 16/10/2026); sujeitos a reajuste e disponibilidade. CUB × área é custo básico, não orçamento.
LoteamentoLote de 150 m²Condição da tabelaLote + casa de 120 m²Lote + casa de 180 m²
Residencial Monte Carmelo (Dominium), loteamento abertoR$ 145.000
à vista
a prazo R$ 160.000: entrada de R$ 16.000 em até 3 vezes e saldo em até 96 meses, conforme o lote, com juros de 1% a.m. (Tabela Price) e correção pelo IPCA, anual até o 36º mês e mensal a partir do 37º; 579 lotes disponíveis em 09/10/2026R$ 467.839,60
(lote = 31,0%)
R$ 629.259,40
(lote = 23,0%)
Jardim Di Italia (Dominium), loteamento aberto, infraestrutura concluídaR$ 210.000
à vista
a prazo R$ 220.000: entrada de R$ 44.000 + 60 parcelas, com juros de 1% a.m. (Tabela Price); 45 lotes disponíveis em 09/10/2026R$ 532.839,60
(lote = 39,4%)
R$ 694.259,40
(lote = 30,2%)
Parque Zarah (Zarin), condomínio fechado em 3 fasesa partir de
R$ 218.588
ato de 12% + 180 parcelas, com juros de 1% ao mês e correção mensal pelo IPCA; preço dos lotes com viela sanitária, na fase Pérola (lote padrão nas fases Rubi e Pérola: R$ 226.125); entrega prevista: fase Safira em dez/2026, Rubi e Pérola em dez/2028R$ 541.427,60
(lote = 40,4%)
R$ 702.847,40
(lote = 31,1%)
Residencial Vila Fahl (construção iBen), condomínio fechado em obraR$ 290.000
(R$ 1.933,33/m²)
sinal de R$ 29.000 + 96 parcelas de R$ 3.988; à vista R$ 275.500 (5% de desconto); obra em 71,91% em julho/2026R$ 612.839,60
(lote = 47,3%)
R$ 774.259,40
(lote = 37,5%)

O lote pesa de 23% a 46% do total: quanto mais barato o lote, maior o peso da obra. A soma usa o preço de referência de cada tabela; o valor final muda com a forma de pagamento (coluna de condições).

Três avisos sobre essa conta:

  1. O que cabe no lote. Uma casa de 180 m² num lote de 150 m² exige mais de um pavimento, e o R1-N é projeto térreo: a coluna de 180 m² é só ordem de grandeza. Mesmo com 120 m², o que cabe depende das regras de recuo e de ocupação do lote. Não apuramos o zoneamento de Indaiatuba; essa conta é do responsável técnico.
  2. Viela sanitária no Parque Zarah. Os lotes de R$ 218.588 têm viela sanitária, uma faixa do lote que "deve ficar livre de construção", segundo a página do empreendimento. Com o lote padrão de R$ 226.125, a conta vai a R$ 548.964,60 (120 m²) e R$ 710.384,40 (180 m²).
  3. Quando dá para começar a obra. O Jardim Di Italia está pronto para construir, com infraestrutura concluída, segundo a página do empreendimento. Nos outros três, a data em que o lote pode receber obra depende do cronograma de cada um. Confirme com a loteadora antes de comprar.

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8. O que a Prefeitura de Indaiatuba cobra: taxas, alvará, habite-se e ISS

Pela Lei Complementar 102, de 16/11/2023 (LC 102/2023, o Código Tributário de Indaiatuba), art. 226, toda construção depende de licença prévia e de taxa. A taxa segue o Anexo X, em UFESP (Unidade Fiscal do Estado de São Paulo): R$ 38,42 em 2026, segundo o Comunicado DICAR 88, de 17/12/2025, da Fazenda paulista. Quem paga é o proprietário (art. 228), e a licença só sai com o projeto aprovado (art. 229, parágrafo único). A LC 110/2024, que alterou o Código, não mexeu nessas taxas.

Há ainda o ISS (Imposto Sobre Serviços) da construção: 2,5% sobre a execução da obra (Anexo I, item 7.02). A Prefeitura lança o imposto por conta própria (de ofício), com base na mão de obra mínima do Anexo II (art. 85). Para casa térrea de 100,01 a 200 m², a tabela traz 22,34 UFESP (R$ 858,30). Ela não escreve a unidade; a leitura por m² é nossa. Sem o lançamento, o habite-se, a licença para ocupar a casa, não sai (art. 85, § 5º, na redação da LC 110/2024). Paga-se à vista ou em até 12 parcelas (art. 85, § 4º). As notas fiscais da empreiteira abatem o valor; nota de MEI e de autônomo não conta (art. 85, §§ 1º e 2º).

O art. 87 dá desconto de até 100% do ISS à casa que reúne três itens: aproveitamento de água de chuva, energia solar própria e calçada com ao menos 50% de área permeável. O pedido é feito no habite-se. Não localizamos o regulamento do desconto nem apuramos em nome de quem sai o lançamento: confirme na Secretaria Municipal da Fazenda.

O que a Prefeitura de Indaiatuba cobra para construir uma casa térrea, 2026. Fonte: LC 102/2023, Anexo X (taxas) e Anexos I e II (ISS), com a LC 110/2024; UFESP de R$ 38,42 (Comunicado DICAR 88, de 17/12/2025). Exemplo ilustrativo, cálculo nosso sobre a área total; a análise do projeto cai R$ 51,10 se o item 1.2 incidir só sobre o excedente de 60 m². O ISS é leitura nossa do Anexo II, que não escreve a unidade: por isso vai arredondado, com "cerca de". Subtotal das taxas calculado em UFESP: a soma das linhas pode diferir em um centavo.
ItemRegraCasa de 120 m²Casa de 180 m²
Análise do projeto (Anexo X, item 1.2)0,07 UFESP por m², acima de 60 m²R$ 322,73R$ 484,09
Alvará: aprovação prévia (item 2.1)0,023 UFESP por m² (R$ 0,88/m²)R$ 106,04R$ 159,06
Habite-se (item 4.1)0,023 UFESP por m²R$ 106,04R$ 159,06
Digitalização da implantação (item 16.2)0,018 UFESP por m², acima de 60 m²R$ 82,99R$ 124,48
Taxas da licença, subtotal16,08 UFESP / 24,12 UFESPR$ 617,79R$ 926,69
ISS da obra (Anexo I, item 7.02; Anexo II)2,5% × 22,34 UFESP × área (leitura nossa); zero com o desconto integral do art. 87cerca de R$ 2.575cerca de R$ 3.862
Total municipal (sem o desconto do art. 87)cerca de 1% do custo básico R1-Ncerca de R$ 3.193cerca de R$ 4.789

O cartório do lote fica fora desta conta: é tema do guia de ITBI (Imposto sobre a Transmissão de Bens Imóveis), escritura e registro em Indaiatuba.

9. Construir sem alvará, prazo da licença e habite-se

A obra clandestina (sem licença) ou irregular paga multa de 75 UFESP (R$ 2.881,50 em 2026) quando é exclusivamente residencial (LC 102/2023, art. 231, I). A regularização custa 0,23 UFESP por m², dez vezes a taxa do alvará (Anexo X, item 2.2).

Pelo Código de Edificações (Lei municipal 4.608, de 11/11/2004, texto atualizado até 12/11/2021), a licença prescreve se a obra não começar em 12 meses (art. 23). "Obra iniciada" é a conclusão dos baldrames, sapatas ou estaqueamento, isto é, da fundação (art. 23, § 1º). Nenhuma casa pode ser ocupada sem vistoria da Prefeitura e habite-se (art. 29). Quem pede o habite-se é o responsável técnico, ou o proprietário com a anuência dele (art. 31). Este artigo não estima prazo de obra: o único prazo com norma é o da licença.

10. Construir ou comprar pronto?

A comparação tem limite. O CUB não traz terreno, projeto nem a remuneração de quem constrói; o preço de tabela de um apartamento já embute os três. A casa de 120 m² no padrão normal tem R$ 322.839,60 de custo básico, sem o lote. O apartamento pronto para morar da nossa tabela, o Vívere Residencial (Masotti), tem 50,52 m² por R$ 352.552 (tabela de agosto/2026). Construindo, a área é mais que o dobro, mas lote, projeto, fundações e taxas entram por fora.

Para o apartamento financiado, veja o guia do Minha Casa Minha Vida (MCMV) em Indaiatuba. Para pesar os dois caminhos, veja apartamento ou lote em Indaiatuba. Os lotes à venda, com preço um a um, estão no mapa de lotes e em loteamentos em Indaiatuba. A diferença entre loteamento aberto, loteamento fechado e condomínio de lotes está em condomínio de lotes ou loteamento fechado.

11. O que mudou e a próxima revisão

A NBR 12721:2006 é paga. Lemos a definição do CUB em reprodução do IBAPE (não oficial), a lista do que fica de fora na tabela do Sinduscon-MG (Minas Gerais) e a vigência no Sinduscon-PR. Todos os lançamentos com preço estão no Observatório de preços.

O CUB/m² é custo básico de referência do Estado de São Paulo, não orçamento: não existe fonte oficial de custo de obra para Indaiatuba. As contas de lote + obra e de taxas são exemplos ilustrativos com os números vigentes em 10/10/2026; preços de lote sujeitos a reajuste e disponibilidade. A Imobiliária Viv'América intermedeia a venda dos lotes citados; orçamento e obra ficam com o profissional contratado pelo comprador.

Perguntas frequentes sobre o custo de construir em Indaiatuba

Qual é o valor do CUB em São Paulo em setembro de 2026?

R$ 2.238,58 por m² no padrão R8-N, sem desoneração: 0,13% no mês e 6,17% em 12 meses, segundo o SindusCon-SP em 01/10/2026. Para casa térrea, pela planilha Série Histórica do SindusCon-SP: padrão baixo (R1-B) R$ 2.193,39, padrão normal (R1-N) R$ 2.690,33 e padrão alto (R1-A) R$ 3.255,86. O CUB de outubro sai até 05/11/2026 (Lei 4.591/1964, art. 54).

O que é o CUB e quem calcula?

CUB é o Custo Unitário Básico: o custo por m² de um projeto-padrão da NBR 12721:2006, publicado todo mês pelos sindicatos estaduais da construção por força da Lei 4.591/1964, art. 54. Em São Paulo é calculado pelo SindusCon-SP com a FGV e, segundo o sindicato, é de uso obrigatório no registro de incorporação. Indaiatuba não tem CUB próprio: a referência é a do Estado de São Paulo.

O que o CUB não inclui?

Pela lista da NBR 12721:2006, reproduzida nas tabelas dos Sinduscons, ficam de fora: fundações, elevadores, equipamentos como fogão e aquecedor, urbanização, piscina e ajardinamento. Também não entram impostos, taxas, custas de cartório, projetos e a remuneração do construtor e do incorporador. O terreno também fica de fora: o CUB mede só a construção. É custo parcial e orientativo, não o custo global da obra.

CUB com desoneração ou sem desoneração: qual vale para quem constrói a própria casa?

A coluna sem desoneração. A desoneração da folha (Lei 12.546/2011) é um regime de empresas de construção dos grupos 412, 432, 433 e 439 da CNAE que optaram, naquela obra, por contribuir sobre a receita bruta. Na nossa leitura da lei, quem contrata pedreiro, pequeno empreiteiro ou MEI não está nele. Pela Lei 14.973/2024, em 2026 a empresa desonerada paga 60% da alíquota sobre a receita mais 50% da alíquota sobre a folha, e a partir de 01/01/2028 toda obra volta à folha.

Quanto custa construir uma casa de 120 m² em 2026 pelo CUB?

R$ 322.839,60 de custo básico no padrão normal (R1-N, R$ 2.690,33/m² em setembro/2026, CUB de São Paulo sem desoneração); R$ 263.206,80 no padrão baixo (R1-B) e R$ 390.703,20 no padrão alto (R1-A). No padrão normal, uma casa de 150 m² dá R$ 403.549,50 e uma de 180 m², R$ 484.259,40. É custo básico, não orçamento: terreno, projetos, fundações, impostos, taxas e a remuneração do construtor ficam de fora.

Quanto fica lote + casa em Indaiatuba com um lote de 150 m²?

Some o preço do lote ao custo básico de uma casa de 120 m² no padrão normal (R$ 322.839,60). Dá R$ 467.839,60 no Residencial Monte Carmelo (lote de R$ 145.000 à vista) e R$ 532.839,60 no Jardim Di Italia (R$ 210.000 à vista). No Parque Zarah (a partir de R$ 218.588), R$ 541.427,60; no Residencial Vila Fahl (R$ 290.000), R$ 612.839,60. Preços das tabelas de outubro/2026 (Dominium, Zarin e Vila Fahl). É exemplo ilustrativo: projetos, fundações, muro, taxas e acabamento acima do padrão ficam fora da conta.

Quanto custa aprovar o projeto, tirar o alvará e o habite-se em Indaiatuba?

Pelo Anexo X da Lei Complementar 102/2023, com a UFESP de R$ 38,42 em 2026, a análise de projeto com mais de 60 m² custa 0,07 UFESP por m². Alvará e habite-se custam 0,023 UFESP por m² cada, e a digitalização, 0,018 UFESP por m². Para uma casa de 120 m², dá cerca de R$ 618 (16,08 UFESP); para 180 m², cerca de R$ 927. Calculamos sobre a área total: o Anexo X não diz se a análise incide sobre o total ou só sobre o excedente de 60 m². Confirme na Prefeitura.

Tem ISS para construir a própria casa em Indaiatuba?

Sim. A alíquota é de 2,5% (LC 102/2023, Anexo I, item 7.02). A Prefeitura lança o imposto de ofício, com base na mão de obra mínima do Anexo II: 22,34 UFESP para casa térrea de 100,01 a 200 m². Sem o lançamento, o habite-se não sai. O Anexo II não escreve a unidade. Na nossa leitura, por m², dá cerca de R$ 2.575 para 120 m², em até 12 parcelas e abatido pelo ISS das notas fiscais da empreiteira. Casa que reúne aproveitamento de água de chuva, energia solar própria e calçada permeável tem desconto de até 100% (art. 87). Confirme na Secretaria Municipal da Fazenda.

O que acontece se eu construir sem alvará em Indaiatuba?

A obra feita sem licença paga multa de 75 UFESP (R$ 2.881,50 em 2026) quando é exclusivamente residencial (LC 102/2023, art. 231, I). A regularização custa 0,23 UFESP por m², dez vezes a taxa do alvará (Anexo X, item 2.2). A licença prescreve se a obra não começar em 12 meses (Lei municipal 4.608/2004, art. 23), e nenhuma casa pode ser ocupada sem vistoria e habite-se (art. 29).

Qual é a diferença entre CUB e SINAPI?

O CUB é do sindicato da construção (em São Paulo, SindusCon-SP com a FGV), calculado por projeto-padrão da NBR 12721:2006. Segundo o sindicato, é de uso obrigatório no registro de incorporação. O SINAPI é do IBGE, feito com a Caixa: custo médio por m², por estado, com metodologia própria. Em setembro/2026, São Paulo sem desoneração: CUB R8-N R$ 2.238,58/m² (6,17% em 12 meses) e SINAPI R$ 2.213,50/m² (4,62%). São referências diferentes; uma não confirma a outra.

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